O tédio cansa. E ele não se transforma em ócio criativo. Trabalha em casa, vai para algum compromisso e volta para casa de noite. Trabalha? Não, afinal, estamos acordados desde as 7h (tudo bem, nem é tão cedo assim) e trabalhando até começo da noite. Então nossa mente elucidativa de problemas diz: "você deveria estar trabalhando, pois poupa trabalho do dia seguinte." Como uma pessoa normal, pensamos "não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje". Portanto, descansamos. Vai que não podemos descansar amanhã, de tanto trabalho.
Daí chega o tio Tedd(io). E ele é chato e insuportável.
Mas a Dona Conceição da Procrastinação nos ampara, mas ela não nos dá conselhos tão legais: "entra no MSN, escute música, faça faxina, faça as unhas, vá ao supermercado, pinte, leia um livro. Aproveite seu tempo livre, minha filha!" Nunca desprezamos os conselhos da Dona Conceição da Procrastinação, por piores que sejam. Quando percebemos, perdemos nosso precioso tempo livre indo ao supermercado, comprando um vinho e comemorando com o tio Tedd(io) nosso tempo.
Sra. Sei-o-que Fazer Pra-se-divertir, gostaria de conhecê-la nessas horas.
Escrito por Luxcie Roschatz às 21h18
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Domingo no Parque
Domingo no parque: músicas, café no lugar de sorvete de morango e nenhuma rosa. Mas nenhuma roda e nada de José, João e Juliana. Vergonha? Alheia ou de si próprio? Não importa. Tem espaço, música propícia para dançar, mas ninguém dança. Que graça tem sentar em uma cadeira e assistir uma banda tocando blues? Ficar em pé próximo à banda também não pode. As pessoas podem ter vergonha alheia se você fizer isso. Devemos seguir exatamente o que os outros fazem. Somos pessoas normais e dotadas de convivio social, e não se pode trazer à tona uma atitude de dançar quando os outros não estão empolgados. Tios velhos ouvindo o rádio no sofá. Não chamar a atenção, não ser alvo de comentários impiedosos e também não deixar o outro que quer dançar realizar seu desejo devido à vergonha, são coisas básicas de um domingo no parque de uma cidade pequena. E todos vivem perfeitamente como em uma propaganda de margarina.
Então apenas sentamos em cadeiras de plástico, comemos algodão doce e tomamos café, e assistimos e ficamos com medo da vergonha e do pensamento alheio. Somos lindos e perfeitos.
Escrito por Luxcie Roschatz às 16h54
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