Mudança
Aos poucos que entram nesse blog, eu informo:
MUDEI!
http://diamondluxcie.blogspot.com/
Escrito por Luxcie Roschatz às 18h07
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Livros de nossas vidas e o tempo
É um costume da cultura brasileira, especificamente de Belarus: declarar leituras, trabalhos e diversões (ao mesmo tempo) a fazer nos fins de semanas, feriados ou férias. É um fenômeno físico que o tempo aumenta sua duração nos fins de semanas, feriados e férias - quando ele é um tempo futuro, não presente. E é um fenômeno biológico que nós achamos que esse tempo é realmente grande para realizar um milhão de promessas feitas durante a semana.
A combinação entre diversão, trabalhos e estudos têm efeitos colaterais muito fortes, também biológicos e físicos. Quando um ser humano programa-se uma variedade de coisas a fazer em dias "não-úteis" ele na realidade poderá sofrer, ainda que tardiamente, de preguiça e cólica cerebral.
Os efeitos físicos são que essas combinações com o tempo presente provocam um passar das horas rápido: aceleração de 67,38% quando comparado à hora comum de 60 minutos. Isso é um ladrão temporal, que nos rouba o tempo anterior pretendido que era expandido cerca de 38,49% quando comparado á hora comum - o que nos possibilita ter cólica cerebral durante a semana.
Então, resolvemos um desafio dado, e com classe.
"E, em Buñuel, o tempo não se faz menos presente, embora mais como filogênese, periodização das idades do homem (não só explicitamente em L'Age d'Or, mas em Via Láctea, que recorre a todos períodos perturbando-lhes a ordem." Gilles Deleuze, "Cinema1: a imagem-movimento", editora brasiliense, 1985. P. 161, 5a. frase.
Escrito por Luxcie Roschatz às 11h17
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Tio Téd(io), a internet e os salmoniformes.
Eu, nerd? Nunca. Eu apenas não tenho dinheiro pra sair e tomar umas cervejas. Portanto fico com a diversão que é paga todo mês mesmo: a internet.
Tio Ted me visita muito. Aposto que vocês também, e por isso aparecem por aqui nesse blog.
Mas o grande lance da união do Tio Ted e da internet só pode dar em Murphy. Afinal, o que ver na internet quando se está entediado? Vídeos no Youtube entediam, e-mails entediam, blogs entediam. Sente-se uma grande salivação na boca, o que significa que a dona língua quer conversar (falar) desesperadamente com alguém. Sim, internet não é só isso. Mas com o Tio Téd tudo se reduz. Viramos seres salmoniformes. Tio Téd chama aquela vontade de não fazer nada. Nem dormir. Nem escrever.
Escrito por Luxcie Roschatz às 22h55
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
O domingo e o msn
Está um lindo dia. Está sol, os pássaros cantam, um belo domingo. Agonizante.
Pela falta de coragem de fazer trabalhos saudáveis, pela falta do que fazer ou com quem fazer, perdemos belos domingos em frente ao computador, em tardes quase lisérgicas de msn. Começa a ser preocupante quando aquela garota que nem era tão sua amiga virou maior "truta"
Sendo assim, ficamos mais frustrados e voltamos para o msn para conversar com nossa nova amiga truta. Ficamos igual a ela também: teleósteo e salmoniforme.
Escrito por Luxcie Roschatz às 16h21
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Cordunda de Notre Dame palmeirense e orelhão
Pensamentos vagueantes aparecem quando você menos espera. Afinal, eles vagueiam.
E podem ser complexos e até mesmo bem humorados.
Em questão de rídiculos segundos pode-se imaginar a incrível semelhança entre o Corcunda de Notre Dame com a camiseta nova do Palmeiras e um orelhão da Telefônica. Pensamentos complexos que surgem ou vagueiam.
Quem nunca teve um pensamento vagueante que atire a primeira pedra! Mas fico triste por que os pensamentos vagueantes não surgem por nossa vontade. Se não, teríamos um belo repertório de desculpas complexas e vagueantes e uma noite surrealista no bar.
Escrito por Luxcie Roschatz às 19h03
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Sobre duendes
Os duendes estão sempre à espreita. Sempre que perdemos algo, os seres invisíveis estão lá, no canto da sala, rindo.
Os duendes fazem a festa com nossos pertences. Aos poucos perdemos nossas coisas, e se prestarmos atenção ouviremos pequenos duendes rindo atrás de nossas portas. Não sabemos, mas ficamos ainda mais desesperados procurando nossos pertences, pois é o efeito que as risadas fazem em nosso inconsciente.
Pode-se perder uma variedade de coisas, de afetos à materiais. Perdemos vontade de trabalhar, a hora, a carteira, ou aquele documento antigo que você nunca pensou que serviria mais de uma vez - e agora precisa usá-lo daqui cinco minutos. Ou descarregar-se erradamente e perder a cabeça, até mesmo perder o anel que está na nossa mão, ou um copo no meio de uma festa.
Quando é algo grave, antes de dormir ficamos pensativos, discorrendo sobre os fatos ocorridos e reconstituindo nossos caminhos em nossa mente. Perguntamo-nos: "Onde será que está? Qual o propósito disso? E agora?". Uma voz, próxima ao chão, masculina e sapeca nos responde "Pára com isso! Odeio esse tipo de pergunta!".
Escrito por Luxcie Roschatz às 21h18
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
O porquê de acordar ou dormir cedo
Certa vez, os perus estão acostumados a levantar no máximo sete horas da manhã. Todos os dias. É quando os perus-pai e os perus-mãe forçam seus filhos para atravessarem mais uma rua, para alguns a melhor, para outros a pior: a escola e o colegial. De repente, o mundo cai. Para quê dormir cedo? Para quê acordar cedo? Em questão de poucos meses reclamamos que temos que acordar às nove da manhã. E sem escola. Seria humano acordar cedo? Talvez fosse, no tempo das cavernas, quando não existia janela ou cortina pra tapar o sol. E tem gente que gosta de acordar com o sol. Urgh. Mas de repente, novamente, o mundo cai. Temos vários motivos pra acordar cedo e dormir cedo. Reclama-se de ter que acordar às oito. Depois, acordar às sete, seis ou cinco da manhã. E sem escola. E sem ter que cuidar de um galinheiro.
Acordar cedo porque o dia de 24h não dá conta dos afazeres, e dormir cedo porque estamos imprestáveis às 22h da noite.
Isso tudo devia ser proibido.
Escrito por Luxcie Roschatz às 09h33
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Descarreguem, cansadinhos!
Não, não vou fazer crítica política, nem falar do cansei, nem falar dos aviões e da CPI.
Sou a favor de uma nova política, que várias pessoas na humanidade precisam para viver há séculos: descarregar antes de cansar! O mau humor acumulado pode ser altamente prejudicial à saúde, o estado emocional pode provocar enxaquecas, tremores, falta de apetite, enjoô, até mesmo cólica renal, quem sabe.
Não canse, descarregue tudo antes de cansar. Não vale ser pra moça do telemarketing, nem pro Disque Pare de Fumar, nem pro Fala que eu e escuto. E não vale sessões do descarrego, isso é outra coisa. Essa campanha envolve você descarregar seu mau humor falando pras pessoas as atitudes delas que te fazem ficar mal humorada. Mudou, legal, não mudou, paciência. Melhor do que ficar mudo e ter cólicas renais. Para que ficar contido, ficar pensando que as pessoas têm pontos de vistas diferentes e não falar nada, e ficar com sua enxaqueca e falta de sono? (Aliás, já diria um colega que o espaço entre o edredon e o colchão é o melhor possível) Todos têm pontos de vista diferentes sim. Mas para quê não expor o seu, suas vontades?
Campanha Descarreguem, cansados! Faça já a sua parte! Xingue o blog, o que quiser, desde que seja ele que te irrite.
(Preciso colocar as idéias da campanha em prática. Agora danou.)
Escrito por Luxcie Roschatz às 12h27
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Desagreeeega!
Coisas que desagregam as pessoas em eventos sociais (exemplo: churrasco, bar): - Não poder tomar bebida alcoólica. Todos olham com os olhos esbugalhados perguntando "Nossa, o que aconteceu? Tá tomando antibiótico?" ou "Você não bebe?" com expressão de você-cometeu-o-maior-crime-do-mundo.
- Estar de dieta. Você não vai poder dividir aquela porção'zinha'. Se ninguém te convencer a quebrar a dieta, você estará desagregando.
- Não gostar de comer nada que as pessoas pedem para dividir.
- Não poder comer nada que as pessoas pedem para dividir.
- Pedir coisas que as pessoas não gostam ou não podem comer também.
- Não gostar da música que está tocando. Você mesmo se desagrega.
- Colocar música que ninguém além de você gosta. Você mesmo se desagrega.
- Jogar truco. Sempre tem aquele indivíduo que não joga e fica amargurando no canto (exemplo: quem vos escreve).
- Jogar truco e só ficar gritando "truc, truc trucoooooooo paaaaaattttoooooo". Você está sumido e as pessoas há tempos não tem uma conversa decente com você por causa de truco.
- Ser o indivíduo que não joga truco.
- Assistir futebol e ficar gritando com o juiz, que na verdade é somente uma representação/referencial que a TV te dá.
- Não gostar de futebol.
Conclusão: ninguém se agrega.
Escrito por Luxcie Roschatz às 15h56
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
O tédio cansa. E ele não se transforma em ócio criativo. Trabalha em casa, vai para algum compromisso e volta para casa de noite. Trabalha? Não, afinal, estamos acordados desde as 7h (tudo bem, nem é tão cedo assim) e trabalhando até começo da noite. Então nossa mente elucidativa de problemas diz: "você deveria estar trabalhando, pois poupa trabalho do dia seguinte." Como uma pessoa normal, pensamos "não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje". Portanto, descansamos. Vai que não podemos descansar amanhã, de tanto trabalho.
Daí chega o tio Tedd(io). E ele é chato e insuportável.
Mas a Dona Conceição da Procrastinação nos ampara, mas ela não nos dá conselhos tão legais: "entra no MSN, escute música, faça faxina, faça as unhas, vá ao supermercado, pinte, leia um livro. Aproveite seu tempo livre, minha filha!" Nunca desprezamos os conselhos da Dona Conceição da Procrastinação, por piores que sejam. Quando percebemos, perdemos nosso precioso tempo livre indo ao supermercado, comprando um vinho e comemorando com o tio Tedd(io) nosso tempo.
Sra. Sei-o-que Fazer Pra-se-divertir, gostaria de conhecê-la nessas horas.
Escrito por Luxcie Roschatz às 21h18
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Domingo no Parque
Domingo no parque: músicas, café no lugar de sorvete de morango e nenhuma rosa. Mas nenhuma roda e nada de José, João e Juliana. Vergonha? Alheia ou de si próprio? Não importa. Tem espaço, música propícia para dançar, mas ninguém dança. Que graça tem sentar em uma cadeira e assistir uma banda tocando blues? Ficar em pé próximo à banda também não pode. As pessoas podem ter vergonha alheia se você fizer isso. Devemos seguir exatamente o que os outros fazem. Somos pessoas normais e dotadas de convivio social, e não se pode trazer à tona uma atitude de dançar quando os outros não estão empolgados. Tios velhos ouvindo o rádio no sofá. Não chamar a atenção, não ser alvo de comentários impiedosos e também não deixar o outro que quer dançar realizar seu desejo devido à vergonha, são coisas básicas de um domingo no parque de uma cidade pequena. E todos vivem perfeitamente como em uma propaganda de margarina.
Então apenas sentamos em cadeiras de plástico, comemos algodão doce e tomamos café, e assistimos e ficamos com medo da vergonha e do pensamento alheio. Somos lindos e perfeitos.
Escrito por Luxcie Roschatz às 16h54
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Além de família, o que temos? Namorado não conta, trabalho não conta, o Joaquim da padaria não conta. Por mais que você converse com ele todos os dias de manhã, com robe e cara de sono. Sim, sobram as pestes e os pobres coitados dos nossos amigos.
Vários conselhos de um lado, e às vezes neuras ou demonstrações de auges paciência de outro. As neuras e as demonstrações de tolerância são infinitos? Tomara que sim. Mas vários não são.
Manusear uma amizade é muito complicado, quando se muda de cidade e principalmente quando os interesses se mudam completamente. Uma mudança de cidade pode ser renovadora de amigos ou agonizante. Mas sempre há os que ficam conosco (mesmo longe) e os que vão te visitar.
Enquanto eles não visitam, sofremos uma crise de abstinência de contar as coisas que passam. Posso falar com o Joaquim da padaria que estou péssima, falando de meus problemas, enquanto ele pensa com um sorriso amarelo "Foi uma pergunta retórica e comum, por favor, não me fale de seus problemas agora". Também podemos falar no nosso almoço de trabalho, enquanto todos sentem a mesma coisa ou te estranham pela intimidade. Por mais que todos sintam a mesma coisa, deve-se fal(se)ar: "Muito bem, obrigada! E você?". Afinal somos todos pessoas equilibradas e sem chateações.
Fala deve ser selecionada. Mas algumas vezes london can't take it.
Escrito por Luxcie Roschatz às 15h01
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Inferno dos possíveis
O inferno dos possíveis amedronta. A possibilidade dos caminhos a serem tomados, das ruas atravessadas, sem saber onde chegaremos. E pra muitos importa somente ir rapidamente, para ver e chegar no destino o quanto antes.
E novamente vos digo: glu-glu-glu.
O possível não é um grande material de estudo, mas é uma das coisas convive-se mais intensamente pois somos seres altamente capacitados a idealizar, a (in)decidir. Também somos seres com grande abilidade de acumulação de culpa sobre si mesmo. O possível se torna um círculo infernal então.
O pão que poderia ter queimado, a carro que poderia ter batido, o emprego que poderia ter sido achado ou perdido, a página do jornal que poderia ter interessado, a meia que poderia ter saído da gaveta, a rua que poderia ter sido percorrida, a música que poderia ter sido conhecida, a dança que poderia não ter sido aprendida, o cineasta que não deveria ter morrido. Mas junto à acumulação de culpa, podemos ser condicionados a ter sorte, receber uma ligação de Deus ou possuir senso mental (depende do seu modo de pensar) pra escolher o quarteirão a ser tomado. Mas o que importa é que não dá para saber o maldito caminho e o local de destino. Somos míopes sem lentes. Cuidado, senão os carros atropelam.
Glu-glu-glu.
Escrito por Luxcie Roschatz às 10h42
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Surta-me
Tortura-me
Beba-me
Oscile-me
Mate-me
Ponha-me no mundo real, é tudo que preciso fazer.
Escrito por Luxcie Roschatz às 21h34
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Férias?
Abre-se a agenda. No início do mês de julho escreve-se "Planejamento para as férias".
"Férias planejadas são férias?", me pergunto. Ainda não encontrei a resposta.
Bons os tempos que eu reclamava que não tinha nada pra fazer nas férias. Férias podem ser simples recesso de aulas. E isso pode significar uma brecha para você aproveitar todo o tempo vago em coisas como natação, inglês, estudo, trabalho e coisas que não têm cara de férias.
E você sente-se feliz por estar aproveitando aquele tempo em coisas úteis para o seu crescimento. E sente-se feliz por ter recesso de alguma coisa no mês de julho.
Pior do que planejar as férias, somente cumprir o seu planejamento.
"A vida real caminha melhor se lhe dermos suas justas férias de irrealidade" - Gaston Bachelard
Escrito por Luxcie Roschatz às 17h54
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
|

|
|

|